Me lembrou o jardim de infância [no melhor dos sentidos] - o site deinde, especializado em recursos para estudos bíblicos, está publicando uma série de videos didáticos para o aprendizado do grego. Achei espetacular a iniciativa. E confesso ter feito um flashback no tempo principalmente quando aprendia o inglês. Mas enfim... vamos ao grego!
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Aprendendo grego por música!
Posted on quinta-feira, dezembro 18, 2008 by Flávio Souza | No comments
sábado, 13 de dezembro de 2008
Music Jesus
Posted on sábado, dezembro 13, 2008 by Flávio Souza | No comments
Nestas minhas andanças pela net, acabei me deparando com um site de música cujo nome é MusicJesus. Até aí tudo bem... seria mais um site de música gospel como vários outros existentes por aí. Surpreendente mesmo, no entanto, foi encontrar várias músicas do AC/DC por lá tais como Highway to Hell. Vai entender, né!?
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domingo, 30 de novembro de 2008
Em silêncio
Posted on domingo, novembro 30, 2008 by Flávio Souza | 4 comments

Por motivos religiosos, este blog entrará em recesso por 10 dias, enquanto eu cuido pela salvação da minha alma! Prometo que retornarei assim que me for possível. No entanto, o momento agora é de recolhimento total para as batalhas que me aparecerão pela frente! Me desejem força nesta caminhada... pois eu vou precisar muito (mesmo!) E... O retorno será muito bom, repleto de novidades. A energia estará renovada pela luta — OMNIA VINCIT AMOR!
No mais, eu vou deixá-los com o reflexivo documentário filme Into Great Silence! Escutem o som do silêncio, meditem e tenham em mente que eu estarei assim nestes próximos dias. No mais...Oremos!
Ps.1 - Vou me penitenciar com 10 auto-chibatadas por sair do silêncio, mas não posso deixar de mencionar o ótimo trabalho de mapeamento de biblioblogs feito pelo Dr. Jim West, nos dando uma geral sobre os melhores posts publicados pelos biblioblogs no mês de novembro! A notícia legal é que o Ad Cummulus, com os seus quase dois meses de vida, já faz parte do mapa, devido aos posts sobre o nascimento de Jesus. Confiram:
"James McGrath continues his journey down the rabbit hole in quest of the historical Jesus and opens a series on ‘what Jesus said and did’ with a look at the prayer of Jesus in Gethsemane and Divorce (and then the series died before it took another step forward in November); and Flavio Souza makes the same trek down the rabbit hole- concerning Jesus’ birth."
Bom... Quebrado o silêncio, vou me penitenciar agora. Amém.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O Hino posterior à Ceia
Posted on quinta-feira, novembro 27, 2008 by Flávio Souza | 2 comments
Mateus 26, 30 - "Depois de terem cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras."
Encontrei no apócrifo Atos de João uma referência à continuação possível deste versículo, contendo o Hino anterior à paixão, realizado após a última ceia.

"Antes que fosse preso pelo julgamento dos Judeus, O Mestre nos reuniu a todos e disse:
"Antes que eu seja entregues a eles, cantaremos um hino ao Pai e, em seguida, iremos ao encontro daquilo que nos espera."
Ele pediu que nos déssemos as mãos em roda e colocando-se no meio, disse:"Respondei-me Amém."
Começou , então a cantar um hino que dizia: "Gloria ao Pai". E nós ao redor lhe respondíamos:"Amém".
"Glória á Graça; glória ao Espírito; glória ao Santo; glória a sua glória." - Amém.
"Nós o louvamos, ó Pai; nós lhe damos graças, ó Luz em que não habita as trevas." - Amém.
"Agora direi porque damos graças:"
"Devo ser salvo e salvarei." - Amém.
"Devo ser liberto e libertarei."-Amém.[...]
Segundo as notas da Bíblia de Jerusalém e da Bíblia do Peregrino, o hino cantado se refere aos chamados Salmos do Hallel, sl 113-118, cuja recitação encerravam a ceia pascal.De qualquer forma, trata-se de um momento que deve ter sido de rara beleza, um último canto fraternal entre Jesus e seus discípulos, naquele momento de sabida despedida.Segundo o texto Salmos de Aleluia :"A tradição judaica sugere que os Salmos 113-118 eram cantados na Páscoa. Os Salmos 113 e 114 eram cantados antes da refeição da Páscoa; os Salmos 115-118, depois. O Salmo 136, o Grande Hallel, era cantado no ponto mais alto da festa."Sobre a palavra Hallel, encontramos aqui uma boa explanação.
Elaine Pagels, no livro Além de toda Crença (2004:132), postula que o autor desconhecido dos atos de João tenha incorporado a doutrina joanina (do evangelho de João) para postular conceitos gnósticos normalmente associados ao Evangelho de Tomé:
"É evidente que quem compôs este hino encontrou no Evangelho de João inspiração para o tipo de ensinamento que com mais frequência associamos a Tomé, pois aqui Jesus convida os discípulos a se se verem nele:
'O que estou prestes a sofrer te pertence. Pois de maneira alguma poderias compreender o que sofres se eu não tivesse sido enviado a ti como verbo [logos] pelo Pai [...] se soubesses como sofrer, serias capaz de não sofrer´
Então, na Dança da Cruz, Jesus diz que sofre a fim de revelar a natureza do sofrimento humano e ensinar o paradoxo que o Buda também ensinou: quem ganha consciência do sofrimento simultaneamente se liberta dele."
A passagem é extremamente interessante, pois nos mostra indícios típicos de práticas de ascese mística impulsionadas por canto e dança em comunhão. Tais práticas podiam ser vistas já em textos encontrados em Qumran tais como o Canto dos Sacrifícios do Sabbath no qual os praticantes possivelmente ascendiam a uma dimensão superior povoada por anjos. Tais viagens místicas faziam parte de uma tradição judaica que estava se desenvolvendo ali logo nos primórdios do cristianismo (e muito bem estudada por Gershon Scholen em seu famoso livro A mística judaica, Ed. Perspectiva, São Paulo. 1972.) - os viajantes da Merkabah (ou o carro divino)! Nos é bem factível a visão de uma reunião de um grupo cristão gnóstico, baseando-se neste texto dos Atos de João, realizando a cerimônia da eucaristía e uma dança mística posterior. Eles provavelmente entravam em uma faixa psíquica diferenciada, através do ritmo e repetição musicais, embalados ainda por movimentos da dança. De certa forma, tal especulação me lembrou dos praticantes sufi do Dervish, dançando em círculos (como neste video do youtube).
Aparentemente, nos parece estranha esta associação entre cristianismo e dança, logo ali nos seus primórdios. No entanto, se observarmos, por exemplo, várias das práticas dos movimentos pentecostais hoje em dia, tal estranhamento desaparecerá no mesmo instante.
Ps. Sobre as diferenças e ligações entre as práticas e concepções teológicas dos sufistas e o cristianismo, sugiro este bem detalhado texto escrito por John Gilchrist, como tópico de uma obra maior chamada Muhammad and the Religion of Islam.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Sobre o Nascimento de Jesus - Parte II
Posted on quarta-feira, novembro 26, 2008 by Flávio Souza | No comments

No meu tópico anterior, eu finalizei afirmando que Jesus não havia nascido em Belém da Judéia. Tal imputação está muito mais ligada a uma estratégia retórica das comunidades cristãs do que a um evento histórico concreto. Mas, enfim, se Jesus não nasceu em Belém da Judéia, onde poderia ter ele nascido? A resposta mais plausível é a de que tenha mesmo nascido em Nazaré da Galiléia. As evidências lógicas, textuais e sociológicas nos conduzem para a região da Galiléia e também à cidade de Nazaré. Algumas tendências judaicas ortodoxas, bem como algumas correntes apologéticas atéias, afirmam que a cidade de Nazaré inexistia na época em que Jesus viveu. Essa afirmação, no entanto, é refutada pelas evidências históricas encontradas. Em 1962, foi encontrada uma inscrição datada do século IV d.C. na cidade de Cesaréia contendo a seguinte inscrição: "Décima oitava ordem religiosa [chamada] Hapizzez, [reinstalada em] Nazaré". A inscrição reconstituída na sua forma mais ampla se refere à vinte e quatro casas sacerdotais reinstaladas após a segunda guerra judaica contra Roma empreendida por Bar Kokhba no século II d.C. Além disso, o sítio arqueológico de Nazaré foi devidamente investigado. E temos boas evidências sobre atividade social neste sítio, no período em que Jesus viveu. Vamos conferir a passagem de Crossan (1994:50):
"Entre 1955 e 1960, o erudito franciscano Bellarmino Bagatti fez escavações em Nazaré sob a velha Igreja da Anunciação, já demolida na época, e em outras propriedades franciscanas que se estendiam para o noroeste, em direção à Igreja de São José, que pertencia à mesma ordem. Ele resumiu suas descobertas de forma sucinta: "Em termos cronológicos, temos tumbas de meados da Idade do Bronze [c. 2.000-1500 a.E.C.]; silos com cerâmicas de meados da Idade do Ferro [c.900-539 a.E.C.]; e depois, sem interrupções, cerâmicas e construções que vão desde o Período Helenístico [c. 332-63 a.E.C.] até os tempos atuais" (Bagatti 1.29-32). Os vestígios das primeiras ocupações, entretanto, são bastante escassos, enquanto os da ocupação final são abundantes. Portanto, apesar de haver alguns indícios de uma fundação mais antiga, "no século II a.E.C. voltamos a encontrar uma grande quantidade de artefatos, o que indica que a aldeia foi fundada novamente neste período (...). Isso significa que a aldeia tinha menos de duzentos anos no século I E.C."[/b] (Meyers & Strange, 57, 184, nota 36). “
CROSSAN, John Dominic. O Jesus histórico: a vida de um camponês judeu do mediterrâneo. Rio de Janeiro: Imago Ed.,1994, p.50
Como é possível perceber, o sítio arqueológico de Nazaré nós mostra uma intensa atividade no período em que Jesus vivia, dando sustentação à proposição de que haveria sim ali um aglomerado humano característico de uma cidade. Existe, porém, ainda uma outra possibilidade sobre o lugar onde Jesus nasceu a ser melhor e devidamente investigada — seria a suposta cidade de Belém da Galiléia. Eu andei investigando os diversos sites sobre o assunto e descobri que havia lá uma desproporcional igreja cristã [em função da improvável importância do lugar para o cristianismo] erigida por volta do século VI d.C. O sítio arqueológico está por ser melhor escavado e analisado, mas os pesquisadores ainda carecem de fundos para tal empreitada. Me parece ser um dado relevante, ainda mais que a cidade ficaria há poucos quilômetros de Nazaré. É possível que Jesus tenha lá nascido. Seria bem coerente que tal se desse.
Na próxima parte deste trabalho, falaremos um pouco sobre as genealogias de Jesus. Aguardem!
Ps 1 - Enquanto a terceira parte não aparece, nós vamos de Lisa Gerrard - Sanvean:
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Jesus Cansado & Changing the Subject - 2
Posted on quinta-feira, novembro 13, 2008 by Flávio Souza | 2 comments
Depois da elaboração do post sobre o poema do Jarbas Medeiros (logo abaixo), chegou a hora de uma pequena reflexão analítica sobre o mesmo. O texto com um hoje muito trivial "encontrei Jesus". Tal expressão é para lá de corriqueira no universo gospel. O que de fato, não é tão corriqueiro hoje em dia, é uma maior reflexão sobre este "encontrar Jesus". O texto do poema, no entanto, nos choca inicialmente com a informação de que Jesus foi encontrado logo ali na esquina. Não foi em um Templo, não foi em uma Igreja, não foi e um culto pentecostal. Foi ali... em uma esquina... nas viradas [de rumo] nossas de cada dia.
Mais além e mais um choque - Jesus está velho e cansado! Mas ora, como assim... "velho e cansado? Por acaso Jesus ficou velho ou por acaso ele se cansa?" Então nisso aparece o estranhamento e a surpresa. Como poderia suceder tal coisa, questionamos nós? O texto, no entanto, prossegue ampliando o nosso estranhamento - o cansaço de Jesus chegou a um ponto no qual ele já não aguenta mais... Tantas coisas, tantos convites e afazeres... não há tempo... não há mais tempo.
Então - mais uma etapa no texto - e o sujeito agora muda - o personagem é Jesus Chaves Monteiro, velho amigo de infância do autor. "Aaaahhh... ufah! Agora sim! Tudo explicado! Este Jesus não é o JESUS! Aaahh bom!", esclamamos com um certo alívio, após a contatação.
Mas será mesmo? Será que de fato ocorreu a alteração do sujeito da estória?
O poema então reverte novamente - aquele Jesus velho e cansado - mudado pelo tempo - na verdade não mudou. Ele está ali junto do autor do poema. E mais - ele se tornou, de certa forma, um nosso companheiro: "subitamente reencontrado... fraterno, generoso, bom, solidário e incondicional Jesus."
A mudança do sujeito do texto não se fez apenas uma vez. Ele se fez por duas vezes. E mais... ele se fez em múltiplas vezes! Em cada leitura que cada um de nós realizou... Lá estava Jesus ao nosso lado! E nós estávamos com ele - conversando e perguntando - em um estranhamento fraterno e incondicional!
E na balada deste encontro, eu vou também de Christina Pluhar, une âme italienne.
Mais além e mais um choque - Jesus está velho e cansado! Mas ora, como assim... "velho e cansado? Por acaso Jesus ficou velho ou por acaso ele se cansa?" Então nisso aparece o estranhamento e a surpresa. Como poderia suceder tal coisa, questionamos nós? O texto, no entanto, prossegue ampliando o nosso estranhamento - o cansaço de Jesus chegou a um ponto no qual ele já não aguenta mais... Tantas coisas, tantos convites e afazeres... não há tempo... não há mais tempo.
Então - mais uma etapa no texto - e o sujeito agora muda - o personagem é Jesus Chaves Monteiro, velho amigo de infância do autor. "Aaaahhh... ufah! Agora sim! Tudo explicado! Este Jesus não é o JESUS! Aaahh bom!", esclamamos com um certo alívio, após a contatação.
Mas será mesmo? Será que de fato ocorreu a alteração do sujeito da estória?
O poema então reverte novamente - aquele Jesus velho e cansado - mudado pelo tempo - na verdade não mudou. Ele está ali junto do autor do poema. E mais - ele se tornou, de certa forma, um nosso companheiro: "subitamente reencontrado... fraterno, generoso, bom, solidário e incondicional Jesus."
A mudança do sujeito do texto não se fez apenas uma vez. Ele se fez por duas vezes. E mais... ele se fez em múltiplas vezes! Em cada leitura que cada um de nós realizou... Lá estava Jesus ao nosso lado! E nós estávamos com ele - conversando e perguntando - em um estranhamento fraterno e incondicional!
E na balada deste encontro, eu vou também de Christina Pluhar, une âme italienne.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Posted on segunda-feira, outubro 20, 2008 by Flávio Souza | No comments
Como eu estou inaugurando hoje o AD CUMMULUS, vou postar também um pouco de música e coisas diversas, dado que o nosso intento por aqui não é tão somente o de publicar coisas herméticas e chatas.
Sendo assim, vamos com a descoberta também deste dia que é Rufus - Cappadocia.
Sendo assim, vamos com a descoberta também deste dia que é Rufus - Cappadocia.
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