Painel da Sinagoga de Dura-Europos:"anjo" revive
indivíduos no Sheol. Interpretação pictórica
de passagem do Livro de Ezequiel. Como é sabido, o cristianismo católico desenvolveu, ao longo de seu desenvolvimento histórico-teológico, o conceito de purgatório como uma condição intermediária entre a morte e a consumação definitiva do destino humano. A formulação católica posterior, entretanto, não deve ser simplesmente projetada sobre as tradições religiosas anteriores como se estas já possuíssem o conceito de purgatório em sua forma acabada. A questão historicamente mais interessante é outra: existiam, antes da formulação medieval do purgatório, concepções judaicas e cristãs nas quais a morte não representava imediatamente a consumação definitiva do destino individual? A resposta parece ser afirmativa, desde que se faça uma distinção rigorosa entre modelos diferentes de post mortem. O judaísmo antigo não possuía uma doutrina única e sistemática sobre o além; encontramos, antes, uma pluralidade de representações envolvendo Sheol, Geena, paraíso, ressurreição, julgamento, recompensa, punição e, em alguns textos, estados temporários de purificação ou castigo. A própria investigação moderna sobre a literatura judaica do período do Segundo Templo insiste justamente nessa diversidade. George W. E. Nickelsburg, em seu estudo clássico sobre ressurreição, imortalidade e vida eterna, demonstra que essas categorias não evoluíram de maneira linear, mas responderam a diferentes problemas teológicos e históricos, sobretudo à questão da justiça divina diante do sofrimento dos justos. Sua análise mostra que textos judaicos do período intertestamentário desenvolveram diferentes soluções para a relação entre morte, julgamento e recompensa, não sendo possível falar de uma única concepção judaica do além. É precisamente nesse ponto que devemos situar o problema do presente texto. A questão não é afirmar que judaísmo, cristianismo, islamismo e zoroastrismo possuam uma mesma doutrina do estágio intermediário da alma, pois tal afirmação produziria uma generalização comparativa excessiva. Tampouco é metodologicamente adequado afirmar que a existência de uma condição intermediária seja universal nessas tradições. O que podemos investigar, de maneira historicamente mais precisa, é a recorrência de uma determinada estrutura imaginativa: a morte pode ser concebida como entrada em uma condição na qual o destino do indivíduo ainda se encontra relacionado a uma ordem escatológica que será plenamente consumada posteriormente. No cristianismo oriental, por exemplo, o Hades pode ser concebido como estado dos mortos anterior ao juízo final; no judaísmo rabínico, encontramos diferentes concepções acerca da Geena; no islamismo, o barzakh constitui uma condição intermediária entre morte e ressurreição; e no zoroastrismo existem diferentes formulações acerca do destino da alma antes da consumação escatológica. Essas analogias são úteis como comparação histórico-religiosa, mas não autorizam a afirmação de uma dependência direta entre os sistemas. O objeto que interessa aqui é mais restrito: a existência, no judaísmo antigo, de uma concepção segundo a qual a morte não encerra necessariamente o processo de julgamento e purificação do indivíduo. No judaísmo, a Geena — Gehinnom — constitui particularmente um campo fértil para essa investigação. É importante, porém, evitar a imagem simplificada segundo a qual a Geena seria simplesmente o “inferno judaico”. As fontes judaicas apresentam uma variedade considerável de concepções. Em determinadas tradições, ela aparece como destino dos ímpios; em outras, como lugar de punição temporária; em outras ainda, determinados indivíduos são submetidos a uma espécie de processo corretivo antes de alcançar seu destino definitivo. A própria tradição rabínica registra a ideia de que a punição dos pecadores comuns possui duração limitada. A literatura rabínica posterior, portanto, não apresenta apenas uma oposição binária entre “paraíso eterno” e “inferno eterno”, mas trabalha com gradações e categorias intermediárias. A Jewish Encyclopedia, em seu verbete sobre Geena, resume essa tradição afirmando que existem três categorias de seres humanos e que os indivíduos situados entre os absolutamente justos e os absolutamente ímpios podem ser submetidos à Geena por um período limitado, enquanto outras categorias sofrem destinos diferentes. É neste ponto que entram as tradições atribuídas às escolas de Hillel e Shammai. O texto rabínico preservado em Rosh Hashanah 16b apresenta uma classificação tripartite do destino humano no julgamento: os justos perfeitos, os ímpios perfeitos e os intermediários. A tradição atribuída à escola de Shammai afirma que os primeiros são destinados à vida, os segundos à Geena e os intermediários descem à Geena, são punidos e posteriormente dela retornam. A tradição atribuída à escola de Hillel, por sua vez, enfatiza a misericórdia divina e estabelece uma duração limitada para determinadas formas de punição. O ponto fundamental, entretanto, não é simplesmente estabelecer quem era “mais severo” ou “mais misericordioso”, mas perceber que a tradição rabínica preservou uma concepção na qual o destino do indivíduo podia comportar uma fase de punição temporal antes de sua condição definitiva.
A formulação é particularmente importante porque introduz uma categoria que não pode ser reduzida nem à salvação imediata nem à condenação definitiva: o intermediário. A tradição atribuída a Shammai descreve indivíduos que não pertencem à categoria dos justos perfeitos nem à dos ímpios perfeitos. Seu destino envolve descida à Geena, confinamento, punição e posterior retorno. A linguagem empregada é, portanto, claramente processual: há uma sequência de estados — julgamento, punição e saída. Isso permite estabelecer uma comparação interessante com aquilo que posteriormente será desenvolvido na teologia cristã como purificação pós-morte, embora seja necessário insistir que não se trata ainda do purgatório cristão. O que existe é uma estrutura escatológica que torna possível pensar a punição pós-morte não necessariamente como estado eterno e irreversível, mas, em determinadas circunstâncias, como processo limitado e transformador. O tratado Sanhedrin preserva uma formulação semelhante, novamente atribuída às escolas de Shammai e Hillel:
Aqui aparece um elemento ainda mais importante: “voltam a subir curados”. A palavra “curados” é particularmente significativa para a história das ideias religiosas porque introduz uma dimensão que ultrapassa a mera punição retributiva. A Geena não é, nesse caso específico, apenas o lugar onde o indivíduo sofre aquilo que merece; ela pode funcionar como espaço no qual determinado estado moral é corrigido antes da passagem para uma condição posterior. É justamente por isso que alguns estudos modernos aproximaram essa tradição da ideia de purgação. Bernard J. Bamberger, em seu estudo sobre a concepção rabínica do além, observou que a tradição atribuída a Shammai apresenta a Geena não apenas como lugar de condenação, mas também como espaço de purgação daqueles que não podem ser classificados como absolutamente justos ou absolutamente perversos. É necessário, entretanto, fazer aqui uma correção importante em relação à formulação original deste texto. Não podemos simplesmente tratar essas passagens talmúdicas como se fossem documentos contemporâneos de Jesus ou como transcrições diretas da doutrina de Hillel e Shammai no século I a.C. A Mishná foi redigida posteriormente, e o Talmude constitui uma elaboração ainda mais tardia. O fato de uma tradição rabínica ser atribuída retrospectivamente a uma determinada escola não significa que possamos demonstrar, com segurança histórica, que a formulação em sua forma atual tenha sido pronunciada por Shammai ou Hillel. O procedimento mais rigoroso é afirmar que a literatura rabínica preserva uma tradição escatológica associada às escolas de Hillel e Shammai, e que essa tradição é relevante para reconstruir a história das ideias judaicas sobre julgamento e Geena. A diferença é metodologicamente decisiva. Ela impede que transformemos uma fonte rabínica posterior em uma janela transparente para o judaísmo do tempo de Jesus. Essa cautela, porém, não elimina a importância histórica da tradição. Ao contrário, ela nos permite recolocá-la em um quadro mais amplo. Quando recorremos a Flávio Josefo, encontramos uma testemunha do século I que descreve os fariseus como um grupo que acreditava na continuidade da existência da alma após a morte e na existência de recompensa e punição no mundo subterrâneo. Josefo afirma:
A passagem é extremamente importante porque, diferentemente dos textos rabínicos, estamos diante de uma fonte do próprio século I. Josefo associa explicitamente os fariseus a uma concepção de sobrevivência da alma, recompensa e punição após a morte e futura revivificação. A descrição coincide parcialmente com aquilo que encontramos em outras fontes judaicas do período, embora não seja idêntica a elas. A literatura acadêmica contemporânea, contudo, chama atenção para a necessidade de tratar Josefo com cautela: ele descreve as seitas judaicas utilizando categorias próximas às escolas filosóficas greco-romanas e pode adaptar suas descrições para uma audiência não judaica. Ainda assim, as diferenças fundamentais que apresenta entre fariseus, saduceus e essênios são historicamente significativas. Josefo é particularmente relevante porque demonstra que a crença em uma existência pós-morte não era marginal dentro do judaísmo do século I. Os fariseus, segundo sua descrição, acreditavam que a alma sobrevivia, que havia consequências pós-morte para a conduta moral e que os destinos dos indivíduos estavam relacionados à justiça divina. Isso estabelece uma ponte importante com o ambiente religioso no qual surgiu o cristianismo. Não significa que Jesus tenha simplesmente reproduzido a doutrina farisaica, nem que o cristianismo tenha derivado sua escatologia diretamente dos fariseus. Significa, porém, que determinadas concepções cristãs sobre morte, julgamento, ressurreição e recompensa não surgiram em um vazio intelectual. Elas participaram de um universo judaico no qual essas questões já eram objeto de intenso debate. É justamente nesse ponto que a questão da reencarnação precisa ser retirada da formulação original ou, no mínimo, radicalmente reformulada. A expressão “voltam a subir” encontrada na tradição rabínica não constitui evidência suficiente de reencarnação. O texto fala de indivíduos que descem à Geena e posteriormente dela saem; o sentido mais natural é o de libertação da punição, não o de retorno a uma nova existência corporal. A associação automática entre “subir da Geena” e “reencarnar” mistura dois conceitos diferentes: de um lado, a purificação ou libertação pós-morte; de outro, a metempsicose ou transmigração da alma. É verdade que Josefo, em Guerra Judaica II, apresenta uma formulação segundo a qual as almas dos justos passam a outros corpos, e essa passagem tornou-se importante para a discussão sobre uma possível crença farisaica na transmigração. Mas isso é diferente da tradição rabínica sobre a Geena. Portanto, a hipótese historicamente mais defensável não é afirmar que Shammai ensinava reencarnação, mas que determinadas tradições judaicas concebiam a punição pós-morte como temporária e, em alguns casos, como capaz de produzir uma transformação ou purificação do indivíduo. Essa distinção é fundamental para o argumento geral. A hipótese de que encontramos aqui uma espécie de “purgatório judaico” torna-se muito mais forte quando formulada de maneira estrutural e não terminológica. Não estamos dizendo que os judeus possuíam o conceito católico de purgatório antes do cristianismo. Estamos dizendo que alguns dos componentes conceituais posteriormente reunidos na teologia do purgatório — julgamento após a morte, punição temporal, diferenciação entre indivíduos, possibilidade de purificação e passagem posterior a uma condição distinta — já aparecem, em diferentes combinações, dentro da tradição judaica. A pesquisa de Alan Segal sobre a história das concepções de vida após a morte demonstra justamente a enorme variedade de modelos desenvolvidos desde o judaísmo antigo até o cristianismo e o judaísmo rabínico, evitando a ideia de uma evolução linear de “Sheol” para “inferno” e depois para “purgatório”. |
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Painel completo da Sinagoga de Dura-Europos - "anjo" revive
mortos e estes migram novamente para a vida. Interpretação
pictórica de passagem do Livro de Ezequiel.
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Essa perspectiva também permite compreender melhor a literatura do Segundo Templo. Daniel 12:1-3 constitui um dos testemunhos mais importantes da emergência de uma concepção de ressurreição associada ao julgamento:
“E muitos dos que dormem no solo poeirento acordarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para o horror eterno. Os que são esclarecidos resplandecerão, como o resplendor do firmamento; e os que ensinam a muitos a justiça serão como as estrelas, por toda a eternidade.” (DANIEL, 12:2-3).
A formulação de Daniel é decisiva porque estabelece uma relação entre morte, ressurreição e julgamento. O desenvolvimento posterior dessa tradição no judaísmo do Segundo Templo demonstra que a questão da justiça divina diante da morte foi um dos grandes motores da elaboração escatológica judaica. Nickelsburg observa precisamente que a ressurreição aparece repetidamente vinculada ao problema da perseguição, do sofrimento dos justos e da necessidade de uma vindicação que ultrapasse os limites da vida presente.
Encontramos desenvolvimento semelhante em 2 Macabeus. O martírio dos sete irmãos é acompanhado pela expectativa de que a fidelidade à Lei será recompensada mediante a ressurreição. A morte, portanto, deixa de ser o encerramento da história moral do indivíduo: ela se transforma em uma etapa de uma história que será completada pela intervenção escatológica de Deus. É precisamente esse ambiente que torna inteligível a linguagem posterior do Novo Testamento. Quando o Evangelho de João afirma:
“Em verdade, em verdade, vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não vem a julgamento, mas passou da morte à vida. Em verdade, em verdade, vos digo: vem a hora — e é agora — em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que o ouvirem viverão [...] Vem a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento.” (JOÃO, 5:24-29).
O que encontramos aqui não é simplesmente uma reprodução da concepção rabínica da Geena. O modelo joanino é propriamente cristológico: o julgamento e a ressurreição estão subordinados à autoridade do Filho. Entretanto, a estrutura básica — morte, espera, julgamento e destino diferenciado — pertence a um ambiente judaico muito mais amplo. A originalidade cristã não está, portanto, necessariamente na invenção da ideia de julgamento pós-morte, mas na reorganização cristológica de expectativas escatológicas judaicas preexistentes.
A partir dessa perspectiva, podemos compreender melhor a relação entre as tradições atribuídas a Hillel e Shammai e a posterior construção cristã do purgatório. A escola de Shammai, conforme a tradição rabínica preservada, fornece talvez o paralelo estrutural mais próximo: há indivíduos intermediários; esses indivíduos não são destinados imediatamente à vida nem definitivamente à condenação; descem à Geena; sofrem uma punição; e posteriormente dela saem. O elemento que interessa não é a palavra “Geena”, nem a tentativa de identificar esse espaço com o purgatório medieval, mas a existência de uma zona escatológica de transição na qual o indivíduo experimenta uma punição que pode culminar em sua purificação. A tradição de Hillel, por sua vez, apresenta outro modelo: a misericórdia divina limita a duração da punição, embora o resultado não seja necessariamente a salvação, mas, em certas categorias, a destruição da alma. Assim, as duas escolas preservam concepções diferentes sobre a relação entre justiça, punição, misericórdia e destino final.
A hipótese mais interessante que emerge dessa comparação é, portanto, mais cuidadosa do que aquela formulada originalmente. Não podemos afirmar que o purgatório cristão nasceu diretamente da escola de Shammai, nem que Jesus tenha ensinado uma doutrina rabínica de purificação pós-morte. Podemos, contudo, sustentar que a ideia cristã posterior de uma condição intermediária possui antecedentes conceituais importantes no judaísmo antigo e rabínico. A tradição cristã não precisou inventar do nada a possibilidade de uma condição pós-morte na qual o destino humano ainda não estivesse definitivamente consumado. Essa possibilidade já fazia parte do repertório escatológico judaico em diferentes formas. A passagem do judaísmo para o cristianismo não foi, portanto, uma passagem de uma religião que desconhecia o além para outra que o inventou; foi antes uma transformação profunda de modelos judaicos já existentes de ressurreição, julgamento, punição, recompensa e vida futura.
Finalmente, o problema pode ser recolocado a partir de uma das questões fundamentais que atravessam toda a literatura judaica do Segundo Templo: como pode Deus fazer justiça quando os justos morrem e os ímpios prosperam? Daniel responde mediante a ressurreição; 2 Macabeus mediante a vindicação dos mártires; diferentes tradições apocalípticas mediante a separação entre justos e ímpios; Josefo associa os fariseus à sobrevivência da alma, recompensa, punição e futura revivificação; e a tradição rabínica posteriormente desenvolverá diferentes modelos para a Geena, inclusive o de uma punição temporária dos intermediários. O cristianismo primitivo ingressa nesse debate acrescentando uma proposição decisiva: a ressurreição de Jesus constitui antecipação e garantia escatológica da ressurreição futura. Nesse sentido, a questão do “estado intermediário” não deve ser isolada da questão mais ampla da ressurreição. A literatura acadêmica sobre o tema, especialmente a partir de Nickelsburg, demonstra que ressurreição, imortalidade e vida eterna constituem categorias relacionadas, mas não intercambiáveis, e que a diversidade das soluções judaicas para o problema da morte é muito maior do que a antiga oposição simplista entre “ressurreição judaica” e “imortalidade grega”.
A ideia cristã de purificação ou punição intermediária não surgiu em um espaço teológico vazio. Ela encontra antecedentes em diferentes concepções judaicas sobre o destino da alma, a Geena, a ressurreição e o julgamento. Entre essas tradições, a formulação atribuída à escola de Shammai é especialmente significativa porque apresenta explicitamente uma categoria intermediária submetida a uma punição temporária da qual posteriormente pode sair. Não se trata de purgatório no sentido católico, tampouco de reencarnação; trata-se de uma concepção judaica de punição pós-morte potencialmente transitória e, em determinado sentido, purificadora. É justamente nessa distinção que reside a força histórica da comparação: o purgatório cristão medieval não precisa ser entendido como uma invenção ex nihilo, mas também não pode ser reduzido a uma simples cópia de uma doutrina judaica anterior. Ele pode ser compreendido como uma elaboração cristã posterior de um conjunto muito mais antigo de problemas e imagens escatológicas compartilhados com o judaísmo.
Referências
BAMBERGER, Bernard J. The rabbinic conception of the world to come. New York: Ktav Publishing House, 1939.
JOSEPHUS, Flavius. The Jewish War. II, 119–166.
JOSEPHUS, Flavius. The Antiquities of the Jews. XVIII, 11–18. A descrição de Josefo sobre fariseus, saduceus e essênios constitui uma das principais fontes do século I para a reconstrução das concepções judaicas sobre a vida após a morte.
LE GOFF, Jacques. O nascimento do purgatório. Lisboa: Editorial Estampa, 1993.
NICKELSBURG, George W. E. Resurrection, immortality, and eternal life in intertestamental Judaism and early Christianity. Expanded ed. Cambridge: Harvard University Press, 2006. A obra permanece uma referência central para a investigação histórica da relação entre ressurreição, imortalidade e vida eterna no judaísmo do Segundo Templo e no cristianismo primitivo.
SCHUTTE, P. J. W. The origin of the resurrection idea: a dialogue with George Nickelsburg. HTS Teologiese Studies/Theological Studies, v. 64, n. 2, p. 1075–1089, 2008.
SEGAL, Alan F. Life after death: a history of the afterlife in Western religions. New York: Doubleday, 2004. A obra oferece uma ampla história comparativa das concepções de vida após a morte, incluindo judaísmo do Segundo Templo, cristianismo antigo, rabinos e islamismo.


